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Por: José da Silva Junior
AULA DE MATEMÁTICA: FÁBRICA DE DONUT'S
A aprendizagem ganhou um sabor especial em uma aula de matemática que uniu teoria e prática de forma criativa e envolvente. A proposta partiu de uma atividade lúdica: a criação de uma “lojinha de donuts”, onde os alunos puderam vivenciar, na prática, conceitos matemáticos fundamentais enquanto participavam de todas as etapas do processo. A atividade começou com o estudo da receita dos donuts, momento em que os estudantes trabalharam noções de quantidade, proporção e medida. Em seguida, colocaram a mão na massa: prepararam, assaram e decoraram os doces, exercitando também habilidades motoras e de organização. O aprendizado seguiu com a compreensão do processo de embalagem dos produtos e, de forma ainda mais significativa, com a construção da barraca onde os donuts seriam comercializados. O ponto alto da proposta foi o dia da venda. A “lojinha” recebeu a visita de diversos profissionais e outros alunos, que prestigiaram a iniciativa adquirindo os produtos. Mais do que uma experiência pedagógica, a ação teve também um caráter colaborativo: toda a renda arrecadada será revertida para passeios e pequenas confraternizações da turma, fortalecendo o senso de pertencimento e coletividade. A iniciativa evidencia a importância da ludicidade no processo educacional. Nesta atividade, Pedagoga Geisa Soriano favoreceu a construção do censo de coletividade e construiu com estes alunos a possibilidade de se entender enquanto protagonista de uma ação e ainda utilizando de algo inovador e totalmente interessante para os mesmos.
Aprender brincando, experimentando e vivenciando situações concretas potencializa o desenvolvimento cognitivo e social dos alunos. Como destaca o educador brasileiro Paulo Freire, o processo de ensino deve estar conectado à realidade dos educandos, promovendo significado e autonomia. Nesse sentido, o brincar não é apenas um momento de descontração, mas uma poderosa ferramenta pedagógica. Outro aspecto fundamental para o sucesso de práticas como essa é o papel de uma direção e coordenação pedagógica com um olhar sensível e aberto ao novo. Uma gestão que compreende a importância da liberdade como ferramenta pedagógica possibilita a criação de experiências inovadoras, que rompem com modelos engessados e ampliam as formas de ensinar e aprender. O setor de educação da APAE Sorocaba tem se destacado justamente por investir em propostas que fogem do óbvio, apostando em materiais concretos, jogos, brincadeiras e brinquedos como caminhos para a aprendizagem. Essa abordagem se mostra especialmente eficiente no trabalho com pessoas com deficiência, considerando que métodos tradicionais, muitas vezes, não contemplam suas necessidades de forma direta. Ao valorizar o fazer, o experimentar e o vivenciar, a instituição reafirma seu compromisso com uma educação inclusiva, significativa e transformadora.
APRENDER VIVENDO
VIVÊNCIAS QUE TRANSFORMAM
Na APAE Sorocaba, acreditamos que a construção do conhecimento vai muito além das folhas de papel e do uso tradicional de lápis e cadernos. O trabalho pedagógico ganha potência quando se transforma em vivência, quando o aprendizado se dá no corpo, nas emoções e nas experiências concretas do dia a dia. É exatamente isso que norteia nossas práticas com os alunos: ensinar vivendo, sentir para aprender.
Recentemente, uma de nossas turmas mergulhou (literalmente!) em uma proposta pedagógica cujo tema central foi o
banho — e tudo o que ele representa em termos de cuidado, higiene pessoal e autonomia.
"— Entendo, que eles veem no intuito da brincadeira, e a gente vai conduzindo e instigando , pedindo para eles realizarem as coisas para dar função a atividade.'' - Comenta a Pedagoga
Geisa Soriano.
Essa experiência, embora aparentemente simples, envolve uma série de aprendizados essenciais para o desenvolvimento integral da criança. Diferente do modelo tradicional de ensino, centrado apenas na repetição e na abstração, a vivência promove a experimentação real e ativa do conteúdo. Na proposta do banho, por exemplo, os alunos puderam explorar o passo a passo dessa prática diária, reconhecendo cada item utilizado — sabonete, shampoo, toalha, escova de cabelo — e compreendendo a função de cada um deles.
Esse contato direto com os materiais e com a rotina do autocuidado desperta muito mais do que o entendimento prático: ativa memórias, desperta sensações, constrói vínculos afetivos com o tema e fortalece a identidade.
Falar sobre higiene pessoal na infância é fundamental, especialmente com crianças que estão em fase de construção de consciência corporal, noções de autocuidado e pertencimento. Quando o assunto é abordado de forma positiva e acessível dentro da escola, os impactos se estendem para além dos muros da instituição.
As crianças levam para casa os aprendizados adquiridos aqui. Passam a compreender a importância do banho, a função dos produtos de higiene, o porquê de manter o corpo limpo — e começam a aplicar esse conhecimento na sua rotina e a influenciar positivamente seus familiares.
Na Educação Especial, cada gesto, cada expressão e cada construção feita em grupo tem um significado que ultrapassa o ato em si. Trabalhar com propostas coletivas e artísticas não é apenas desenvolver atividades em conjunto — é fortalecer vínculos, despertar potencialidades e reconhecer que o saber se constrói na troca.
"— Eu penso que o processo de construção e experimentação, vivenciar é a coroação de todo o processo [...] eles brincaram, se você for ver os vídeo, poxa que delícia, eles se divertiram mesmo, se apropriaram daquilo." - comenta a Educadora Artística Edna Souza.
A arte, por sua sensibilidade, simbolismo e diferentes formas, permite que os alunos expressem sentimentos, ideias e narrativas que muitas vezes não cabem na linguagem verbal. Em contextos de Educação Especial, isso é ainda mais significativo: por meio da arte, barreiras comunicacionais são superadas, novas formas de expressão são descobertas e os vínculos afetivos se fortalecem.
Ações com murais coletivos, oficinas de criação, apresentações artísticas e criações de modo geral possibilitam o desenvolvimento de competências cognitivas, sociais e emocionais. E mais do que isso: promovem o protagonismo dos alunos, mostrando à comunidade escolar e ao público externo que a diferença não é limite — é potência.
(autor: José da Silva Junior (Junior Terra) e uso de ferramentas de inteligência artifical)






